Quem é Nelson Teich, escolhido por Bolsonaro para substituir Mandetta ~ Ceará da Gente

Quem é Nelson Teich, escolhido por Bolsonaro para substituir Mandetta


Oncologista foi assessor da campanha de Bolsonaro durante as eleições de 2018

Vídeo: Nelson Teich é anunciado novo ministro da Saúde do governo ...
Imagem: Portal T5


O oncologista Nelson Teich foi escolhido para substituir Luiz Henrique Mandetta no comando do Ministério da Saúde. A troca de ministros ocorre após o presidente Jair Bolsonaro entrar em choque com Mandetta e se opor à recomendação de isolamento social como forma de combate ao novo coronavírus.

Segundo informou o site BBC Brasil, Nelson Teich é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos, e atuou como consultor informal da campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018. Na época, chegou a ser cotado para o cargo de ministro da Saúde, mas foi preterido.
Teich participou do governo entre setembro de 2019 e janeiro de 2020, informa o site, como assessor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.
Nascido no Rio de Janeiro, é formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e especializado em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 1990, fundou o Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (Coi) e atuou como presidente da entidade até 2018.
Como informa o jornal O Estado de S. Paulo, o oncologista defende o isolamento horizontal, modelo aplicado inclusive a quem não compõe o grupo de risco do coronavírus. Já Bolsonaro é favorável ao isolamento vertical, para grupo de riscos, composto principalmente por idosos.
Segundo o veículo, o médico tem apoio da categoria e boas relações com empresários do setor de saúde. Em texto publicado no LinkedIn, ele criticou a discussão polarizada entre a saúde e a economia. Segundo ele, a situação foi conduzida de uma forma inadequada, “como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro”.

Fonte: Carta Capital

Polêmica: Novo ministro já propôs escolha entre jovem e idoso "no final da vida"
(Do Portal Uol)
O novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich, anunciado nesta quinta-feira (16) mas que ainda não tomou posse, disse em abril do ano passado que o dinheiro para Saúde é "baixo" no Brasil e, por isso", devem ser feitas "escolhas". Ele propôs o seguinte dilema: um idoso com problemas de saúde "que pode estar no final da vida" ou um adolescente. "Qual vai ser a escolha?", indagou Teich.
As declarações foram feitas para um vídeo institucional produzido pelo Instituto Oncoguia em abril de 2019. O instituto promovia um fórum nacional sobre oncologia, em Brasília, nos dias 16 e 17 de abril do ano passado. 
"Como é que seria o ideal, na minha opinião, sobre como estruturar uma proposta. A primeira coisa que você tem que mapear é qual a necessidade da população. E a segunda coisa é quanto dinheiro você tem. [...] E tem uma coisa que é fundamental é: como você tem um dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas. Então você vai ter que definir onde você vai investir. Então, sei lá, eu tenho uma pessoa que é mais idosa, que tem uma doença crônica avançada, ela teve uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar para investir num adolescente que está com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e o outro é uma pessoa idosa que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?", disse Teich no vídeo. "São duas coisas importantíssimas na saúde hoje: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade; segunda coisa, as escolhas são inevitáveis. Quais vão ser as escolhas que você vai fazer?", afirmou o oncologista.
Teich admitiu que os recursos destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil são insuficientes. "E realmente o recurso financeiro é baixo. A gente tenta ter um acesso [ao sistema de saúde] semelhante ao que aconteceu nos EUA, que é uma referência em termos de acesso. Para vocês terem uma ideia, para 2019 a projeção é que se gaste US$ 11,2 mil por pessoa por ano e no Brasil, no SUS, você vai ter menos de [US$] 500. Então é um abismo, a diferença financeira. A gente pode discutir corrupção, má gestão, mas até para fazer uma gestão eficiente é difícil quando você tem pouco dinheiro", disse Teich. 
"Então você tem que se superar realmente para conseguir entregar o máximo que você pode com o que você tem de recursos, seja financeiro, seja de estrutura.

(Uol)