Pecuarista suspeito de tentar matar prefeita de Quixelô nega tentativa de homicídio

Bar onde o fato aconteceu- Sítio Cavaco
 Foto: Reprodução
A região Centro-Sul foi surpreendida na manhã de segunda-feira com a notícia de suposto atentado contra a prefeita de Quixelô, Fátima Araújo, de 63 anos, e parentes. O fato aconteceu por volta das 23 horas do domingo, durante a comemoração do aniversário da gestora, em um bar, no Sítio Cavaco, zona rural entre os municípios Quixelô e Iguatu. O suspeito é um agropecuarista da região, de 40 anos. O produtor rural, chegou ao local em um veículo Toyota Hilux CD4X4 SRV, preta, placas NSF 9866, inscrição de Quixelô, armado com uma pistola Taurus calibre 9mm, inox, capacidade para 15 disparos com nove munições intactas e três deflagradas e em seguida efetuou um disparo de arma de fogo para o alto e cerca de dois disparos em direção à multidão, e em seguida tomou rumo ignorado. O mesmo se apresentou à polícia no dia seguinte.

O pecuarista, Gilderlânio Alves de Araújo, suspeito de tentativa de homicídio, prestou depoimento na Delegacia de Polícia da cidade de Solonópole no início da tarde da última segunda-feira, 7. Ele se apresentou espontaneamente ao lado do advogado, Robson Pinheiro de Souza.

Fátima Araújo- Foto: Reprodução
Gilderlânio Araújo contou para a delegada Anna Ravena de Matos Ferreira que passou o dia de domingo, 6, bebendo em vários bares de Quixelô e que ao deixar um amigo na localidade de Barra II, zona rural de Iguatu, parou em um bar na localidade de Cavaco, quando voltava para Quixelô.
Segundo Gilderlânio Araújo, ao parar no bar do Damata, onde estava a prefeita, amigos e parentes, teria sido agredido com empurrões pelo marido da gestora, João Araújo, e pelo irmão dela, Chico Gomes, e que em determinado momento sacou da pistola e fez disparos para o alto. “Não queria matar ninguém, apenas atirei para o alto para afastar os agressores, estava bêbado e estou arrependido do que fiz. O que fiz nada tem a ver com política, e agi por influência do álcool”.
O autor dos disparos contou que a arma pertencia ao pai dele e que estava usando porque vendera bois e estava com dinheiro no bolso e temia ser assaltado.

Contradição - O depoimento ocorre em contradição com a versão apresentada pela prefeita, o irmão dela e marido, além de testemunhas ao delegado regional de Iguatu, Marcos Sandro, que classificou o ato como tentativa de homicídio e pediu a prisão preventiva do suspeito, Gilderlânio Araújo.