Depressão: Pesquisa revela algumas palavras muito utilizadas por quem tem a doença ~ Ceará da Gente

Depressão: Pesquisa revela algumas palavras muito utilizadas por quem tem a doença

Um novo estudo divulgado na publicação científica Clinical Psychological Science mostra que pode haver uma maneira de identificar se uma pessoa está sofrendo de depressão simplesmente prestando atenção nas palavras que ela mais usa.
Analisando fóruns online de saúde mental e até mesmo relatos em diários, a pesquisa descobriu que as pessoas que sofrem desse mal tendem a ter padrões de linguagem semelhantes.
De acordo com os pesquisadores, pessoas deprimidas usam uma quantidade excessiva de palavras que transmitem emoções negativas, especificamente adjetivos e advérbios, como “solitário”“triste” ou “miserável”.
Além disso, essas pessoas também usam bastante pronomes como “eu” e “meu”. Já pronomes como “eles” e “nós” são menos utilizados. Isso sugere, segundo a pesquisa, que essas pessoas se sentem isoladas dos outros e focam a atenção somente nelas mesmas.
Outro alerta vermelho é quando a pessoa usa muito palavras como “sempre”“nunca” ou “completamente”. Segundo a pesquisa, elas estavam mais presentes nos fóruns analisados do que palavras de emoção negativa.

Além da tristeza: especialistas listam 8 sintomas físicos da depressão

A depressão é uma doença em que ocorrem desequilíbrios químicos dos chamados neurotransmissores, resultando em alguns sintomas que já conhecemos: tristeza, apatia, pessimismo e muitos outros.
No entanto, além desses sintomas, existem sensações físicas que também podem indicar a presença da doença. Se não for tratada, a depressão pode se agravar, por isso é imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.
A seguir, confira lista do site “Minha Vida” com algumas sensações físicas que podem acompanhar o quadro depressivo:
– Imunidade baixa
A depressão leva o indivíduo à prostração – ele não se sente bem fisicamente e mentalmente. Isso pode, de maneira indireta, interferir na imunidade. “Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa”, diz Priscila Gasparini Fernandes.
– Cansaço ou fadiga
“A falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes”, conta Priscila Gasparini Fernandes. O resultado são sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ânimo e falta de iniciativa para executar qualquer atividade.
– Distúrbios do sono
Distúrbios do sono são bem comuns: ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, por não conseguir se desligar dos problemas que o levaram a depressão. Em ambos os casos, o resultado é um sono de má qualidade. “O paciente não se recupera o suficiente para as atividades que deve exercer, o que explica a piora da do rendimento e da produtividade”, lembra o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia.
– Problemas digestivos
Quando o individuo está em depressão, há uma baixa na produção dos neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina. “Esses mediadores são responsáveis pela modulação da dor e também pelo equilíbrio emocional, portanto um paciente depressivo apresenta maior sensibilidade à dor”, explica a psicóloga e psicanalista Priscila Gasparini Fernandes, da Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: Catraca Livre